• Maria Antônia Nery

ESPORTE DE MULHER É O QUE ELA QUISER FAZER

Quem nunca ouviu que tal esporte ou brincadeira não era coisa de menina? Ainda é comum ouvirmos esse tipo de coisa, mas a nova geração já está mudando, e com ela, o pensamento de que o sexo interfere na forma que você realiza algo.

Foto: Jaqueline Faciochi e Leticia Bodini

Desde cedo, as meninas estão aprendendo que podem fazer o que quiserem, brincar ou usar a cor que mais gostarem, sem ter nenhuma interferência, mas, para as gerações mais velhas, ainda é um pouco difícil se acostumar a isso.


Grandes mulheres já estão sendo reconhecidas ao redor do mundo em diversas áreas esportivas. Um exemplo, é a tenista Serena Williams, ou mais para perto, nossa judoca brasileira Rafaela Silva, que levou o ouro nas Olimpíadas Rio 2016.


A instrutora de muay thai, Eliziane de Barros Smalti, de 40 anos, quebra totalmente essa ideia de que só os homens podem fazer certas atividades. Trabalhando na Garra Team Garibaldi, ela certamente mostra que o feminino não é nenhum empecilho pra artes marciais.


E: Há quanto tempo você atua na área do treino de jiu jitsu e muay thai?

EBS: Eu treino jiu jitsu a 7 anos e Muay Thai a 8 anos.


E: Como você entrou neste mundo?

EBS: Meu marido e minha filha começaram a treinar, e durante 4 anos eu só acompanhava eles nos treinos e competições, então minha filha a Bianca, começou a insistir para treinar com ela, fui e acabei amando.


E: O que você mais gosta nessa área?

EBS: O que eu mais gosto é de toda a disciplina, e autoestima que o esporte proporciona, você se torna mais confiante, enfrentando as dificuldades com tranquilidade.


E: Por serem atividades que antes eram consideradas masculinas, você já enfrentou algum problema em relação a ser uma mulher?

EBS: Sim, iniciei dando aulas pra turmas femininas, e quando iniciei as turmas mistas, chegavam alguns homens perguntando, quem era o "professor" que ia dar aula, e ficavam meio desconfiados, pois imagina uma mulher dando aula de luta pra homens. Sempre lidei com tranquilidade com essas situações, dava uma aula que eles acabavam voltando e se tornando meus alunos.


E: Como você se sente ou se enxerga como uma mulher atuante nesta área?

EBS: Eu me sinto muito orgulhosa, pois são poucas que chegam até onde cheguei, já estou na faixa roxa de jiu jitsu e, na ponta preta de muay thai.


E: Além do preparo físico, como é o preparo mental?

EBS: A arte marcial em si já é uma preparação, o jiu jitsu por exemplo, é como um jogo de xadrez, você precisa pensar e ter calma, às vezes, você dá uma posição para ganhar outra.


E: O que você busca sempre passar para outras mulheres que fazem estas atividades ou querem começar a fazer?

EBS: Eu sempre incentivo o máximo, porque pra nós mulheres, não é só um esporte, é também uma forma de defesa pessoal, e nos dias de hoje, é muito importante saber se defender. Todas podem é só ter vontade de aprender, inclusive tenho uma aluna de 64 anos, que treina comigo a 4 anos.


E: Você acha que ainda existe algum tipo de preconceito com mulheres que fazem jiu jitsu e muay thai?

EBS: Tem sim, e muito, por exemplo acharem que mulher que treina vai ficar mais masculina, ou no jiu que as mulheres vão para o contato, porque são oferecidas. Mas hoje já temos grandes mulheres mostrando que nos representam, em todos os maiores eventos do mundo.


E: Quais os benefícios desses esportes?

EBS: O esporte traz muitos beneficios, entre eles perda de peso, definição corporal, diminuição da ansiedade, autoestima, defesa pessoal, entre outros.


E: Qual o mais difícil de trabalhar nesta área?

EBS: O mais difícil ainda acho que é o preconceito, o fato de acharem que uma mulher não pode ser uma boa professora de luta, por isso são poucas mulheres que chegam a este ponto, e temos que estar sempre bem preparadas e atualizadas, eu estudo constantemente, sempre buscando melhorar.


E: Qual a sua conquista favorita até o momento na profissão?

EBS: A minha maior conquista foi a graduação ponta preta de muay thai, eu estava com um sisto hemorrágico e com uma lesão no joelho, mas mesmo assim, fui até o final e conquistei minha graduação.


E: Você tem algum momento favorito da sua carreira?

EBS: Meu momento favorito foi a idealização e realização do Primeiro Encontro Feminino de Muay Thai do RS. Juntei 125 alunas e 14 professoras de todo o estado, independente de academia e federação, eram só mulheres unidas pelo amor ao esporte, foi um dia incrível.


E: Você tem alguma dica para deixar para mulheres que querem começar esses esportes mas não sabem como, ou tem medo?

EBS: Bom, minha dica é , encontrem uma academia que tenha um professor qualificado (você pode encontrar isso no site da Federação Gaúcha de Muay Thai Esportivo). Vá conhecer, converse com quem treina nesse espaço, e faça uma aula, você vai se apaixonar, todos podem treinar, é só querer.

Foto: Jaqueline Faciochi e Leticia Bodini

Que tal se inspirar no trabalho da Eliziane, e dar uma força para as profissionais femininas em artes marciais? Seja torcendo, treinando ou ajudando, pode contar, tudo faz a diferença!

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