MÚSICA DA ALMA

Um mundo sem música, é um mundo em preto e branco. Presente em diversos momentos, a música marca memórias e nos faz viajar no tempo. Ela desperta sentimentos profundos, e nos faz sonhar. Quem nunca, em algum momento já pensou, essa é a trilha sonora da minha vida?

Lucas Fermi. Foto por Helen Caroline Fotografia.

Muitas pessoas se expressam de diferentes formas, algumas escrevem, outras pintam e há aqueles que fazem música. Tanto a composição da letra, quanto da melodia, são maneiras de falar o que se sente, e além de tudo, há quem coloque todos seus sentimentos e sua alma no que fazem.


Esse é o caso do músico caxiense, Lucas Fermiano. O jovem de 20 anos lançou recentemente, uma música criada na pandemia, celebrando o fim de tarde, denominada "Cinco e Meia". Além disso, Lucas realizou uma ação beneficiente para comemorar os seus 20 anos, arrecadando doações para o Lar da Velhice São Francisco. Confira a nossa entrevista com o músico que, certamente, vai brilhar muito!


E: Quando começou teu amor pela música?

L: Acho que já nasci amando a música. Talvez por influência da família (meu pai trabalhou anos e anos com música, em rádios, e minha mãe é professora de arte), tive contato com a música desde cedo. Muitos dos meus brinquedos eram instrumentos musicais, sem falar no meu game favorito, Guitar Hero. Então, lá pelos meus 8 anos, comecei a aprender violão de fato.


E: O que te fez entrar de cabeça nesse mundo?

L: A pandemia. Vinha levando o hobby da música um pouco mais a sério nos últimos anos, focando em covers para as redes sociais, mas faltava tempo para algo a mais. Com a pandemia, a falta de tempo passou a não ser mais desculpa. Decidi aproveitar a oportunidade pra virar a chave e, iniciar minha trajetória autoral.


E: Quais teus instrumentos favoritos de tocar?

L: Meu “instrumento” principal é a voz, sem dúvida, cantar é minha área preferida na música. Também curto muito instrumentos de corda, toco violão, guitarra e ukulele.


E: De onde veio a inspiração do teu último lançamento, “Cinco e Meia”?

L: Ela foi escrita num período bem complicado da minha vida, os primeiros meses de pandemia. Em um momento de tanta coisa negativa rolando diariamente, o fim de tarde era meu ponto de paz. Cinco e Meia foi como uma homenagem, uma mensagem de agradecimento ao momento que, dia após dia, me dava forças para seguir em frente: o pôr do sol.


E: E de onde vem a inspiração para compor outras músicas?

L: É muito variado. Meu caderno (que era pra ser da faculdade) é forrado de rascunhos, ideias que surgem nos momentos mais inusitados possíveis. Muitas ideias surgem inspiradas em vivências pessoais, percepções sobre a vida, relacionamentos... a parte legal do processo criativo é que muitas influências se misturam, mas sem perder a essência, que é transmitir ao mundo um pouco do meu universo.


E: O que a música significa pra ti?

L: É minha melhor e mais fiel companheira. Está comigo pra ajudar nos momentos ruins, e pra tornar inesquecíveis os momentos bons. Simplesmente, não imagino minha vida sem música.


E: Como tu concilia a paixão pela música e o jornalismo?

L: Hoje, levo o jornalismo como suporte pro meu futuro como um todo. A realidade, à distância de 2020, permitiu que meu foco fosse maior nos projetos da música, sem deixar os estudos de lado. De toda forma, sempre penso em formas de aplicar na música, o conhecimento adquirido no curso de jornalismo.


E: Qual teu maior sonho como músico?

L: Gosto de ter os pés no chão, planejar meus objetivos aos poucos. Pra não fugir da pergunta, sonho em ser reconhecido por artistas que admiro. Quem sabe até dividir um palco, um estúdio? Conhecer um artista que tu admira, tirar uma foto, já é muito legal. Trocar ideias, construir algo em conjunto deve ser sensacional. Espero ter essa oportunidade.


E: De onde surgiu a ideia do “Vintou Solidário”?

L: Talvez das lives solidárias que rolaram no início do ano. Planejava há tempos fazer uma live no meu aniversário- afinal, é o que eu mais gosto de fazer-, então me veio a ideia: por que não aproveitar a ocasião e a visibilidade pra promover uma ação bacana? Felizmente, o projeto deu muito certo!


E: Não é nenhuma novidade que a música toca a alma. Tu se considera uma pessoa diferente depois que entrou nesse mundo musical?

L: Não. Vejo a música como uma extensão da minha personalidade, algo que sempre esteve comigo. Minha forma de comunicar, entretanto, mudou desde que decidi tomar um rumo mais profissional nos meus projetos. São apenas formas de buscar destaque em um universo tão concorrido como as redes sociais. Quem me acompanha de perto, sabe que minha essência continua a mesma.


E: Se tu pudesse definir uma trilha sonora para a tua vida, quais músicas estariam nela?

L: Em um liquidificador, jogue Cinco e Meia, Lagum, rock anos 70/80/90/2000, música eletrônica, mpb, trap, pagode e um sertanejo carregado na sofrência. A receita é mais ou menos essa. Inclusive, vou criar uma playlist assim agora mesmo.


E: Qual música tu mais gosta de tocar?

L: Pode soar “marketeiro”, mas é meu próximo lançamento. Aos poucos irei liberando novas informações... Já adianto que neste verão estará no mundo!


E: E qual é a música que mais te toca?

L: Impossível escolher uma só. É aquela que sai do fone de ouvido já se entrelaçando com meus sentimentos- e isso varia muito de cada momento. Quer eu esteja triste, alegre, inspirado, o que realmente importa é aquele arrepio de sentir a música em perfeita sintonia com o sentimento. Tá, só enrolei. Então, High Hopes do Pink Floyd é um bom exemplo de arrepio, pra quase todos os momentos.

Lucas Fermi. Foto por Helen Caroline Fotografia.

Se você quiser ouvir mais do Lucas Fermi, acesse o canal https://www.youtube.com/channel/UCwHd_VJJt4OSJibFmtH6Bmw ou acompanhe ele no Instagram, @fermi_lucas.

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