• Maria Antônia Nery

ROSA É A COR MAIS FORTE

O câncer de mama é o segundo tipo de câncer mais incidente no mundo, com 2,1 milhões de casos em 2018.

Para 2020, a estimativa do Instituto Nacional de Câncer é de 66.280 novos casos no país, sendo o tipo que mais atinge mulheres.

Foto/Reprodução Freepik jannoon028

É importante falar sobre este assunto, principalmente no mês do outubro rosa, pois ainda existem muitas mulheres que não sabem a importância de realizar exames regulares e, dos sintomas do câncer de mama. Inchaço em toda ou uma parte da mama, nódulo endurecido, dor na mama ou mamilo, inchaço na pele do seio e linfonodos aumentados, são alguns dos sinais de que algo está errado, e é preciso procurar um profissional o mais rápido possível.


Milhares de mulheres passaram por isso ao redor do mundo, e quando o diagnóstico é positivo, o tratamento varia, mas isso não significa que a jornada é menos complicada para algumas, do que para outras. É importante ter empatia nesses momentos.


Hoje, conversamos com uma mulher guerreira. Cleunira de Souza Nunes, de 53 anos, técnica de enfermagem e formada em design de moda, que foi diagnosticada com câncer de mama em agosto de 2019, e hoje, dia 07/10, tocou o sino da vitória!

Cleunira de Souza Nunes, hoje, batendo o sino.

E: Como foi a sua jornada do diagnóstico, tratamento, até o momento atual?

C: Em agosto de 2019, dois dias antes do meu aniversário, tive o diagnóstico de câncer de mama. Foi um susto a princípio, mas, como sempre fui uma pessoa muito espiritualizada, resolvi que iria vencer com a bênção de Deus. E assim foi, fiz a cirurgia em setembro, retirei o nódulo da mama direita e os linfonodos da axila direita, passei muito bem, fiz a cirurgia na quinta de manhã e, à tarde fui pra casa. Na segunda-feira, já retirei os pontos. Meus familiares e amigos me deram muita força, apesar de terem ficado mais assustados que eu (risos). Em outubro, comecei as quimioterapias, doze sessões, também passei muito bem, nunca tive náuseas ou vômitos, que é o que a maioria das pessoas que fazem quimios relatam. Em janeiro de 2020, fiz quinze radioterapias e, novamente fiquei muito bem, tão bem que voltava pra casa a pé pra me exercitar. Saía do Hospital Geral e ia pra casa caminhando, moro no bairro São Pelegrino. Em agosto deste ano, fiz mamografia e eco mamária e está tudo bem.


Continuo o tratamento, que será por cinco anos, tomando um comprimido de anastrozol por dia e estou muito bem, hoje termino mais uma fase no INCAN, e faço a última dose de um medicamento que é inibidor do HER 2, que faço a cada vinte e um dias, a um ano. Hoje é o dia de tocar o sino.


E: O que você diria que foi o mais exaustivo, o psicológico ou o físico?

C: O mais exaustivo foi o psicológico mas, eu procurei ficar tranquila. Também perdi o cabelo, mas como sempre gostei de usar turbantes, nem deu pra notar que não vinha (risos).


E: No que o câncer modificou a sua vida?

C: Depois do câncer me tornei uma pessoa melhor, mais tranquila, passei a dar mais valor a coisas simples, a fazer meditação todos os dias, e sempre agradecer pela vida, diariamente.


E: Como você se sente em relação a isso hoje em dia?

C: Eu encarei com naturalidade e, tinha certeza que ia superar.


E: Você é um exemplo de superação e uma mulher forte. Como se sente sobre isso?

C: Eu sempre tive a auto estima elevada, e não foi diferente durante o tratamento. Quando eu ia pras quimios ou pra radioterpia, me arrumava bem, me maquiava e ia feliz, tirava fotos.


E: O que você diria para outras mulheres que estão passando pela mesma situação que você passou?

C: Oque eu posso falar pra outras mulheres, é que se previnam, façam os exames todos os anos como eu sempre fiz, porque se surgir algo, o câncer será detectado em tempo de tratar como foi no meu caso. E que independente do diagnóstico de câncer, tenham fé e coragem pra encarar, tenham força de vontade e confiem no seu médico e em Deus que tudo dará certo, e nunca perca a autoestima, que é muito importante nessa hora.

Foto: Joice das Neves

Durante este mês, a revista MChic irá entrevistar mulheres que passaram por esta jornada, e hoje estão mais fortes. É importante se conscientizar e fazer os exames regularmente, cuide-se!

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