• Maria Antônia Nery

ROSA É A COR MAIS FORTE #2

No mês rosa, é importante lembrar não só do cuidado com o câncer de mama, mas também de oferecer empatia para com as mulheres que passam por esta longa jornada. É um caminho exaustivo, e, muitas vezes, sem muito apoio.

Foto/Reprodução Freepik jannoon028

Continuando com as matérias especiais para este mês, hoje entrevistamos a bento-gonçalvense Nilza Garbin, que enfrenta o câncer há um ano, e prossegue forte com sua vida, cuidando de seu filho com síndrome de down.


E: Como foi a realização do diagnóstico?

N: Consultei com uma médica clínica geral em novembro de 2019 e, pedi requisições de exames, fazia uns dois anos que eu não ia em médico, pois fiquei revoltada com a morte da minha irmã, que teve câncer de mama também. Então, na ecografia mamária apareceram dois nódulos... A médica pediu pra eu ir urgente num mastologista. Fui, fiz uma biópsia e, foi confirmado que era câncer.


E: Como foi a sua jornada para chegar até onde está hoje?

N: Na hora que o mastologista me deu a notícia não fiquei muito chocada, pois eu estava bem desconfiada que era câncer mesmo. O médico também me deixou tranquila, porque disse que estava no início. Antes de eu saber o resultado já havia comentado com minha irmã mais velha, que se fosse câncer eu tiraria as duas mamas. O médico concordou comigo pelo fato de ter casos na família. Em fevereiro de 2020, fiz a mastectomia, e foi colocado dois expansores que são próteses com soro dentro, para a pele não grudar, para depois trocar por próteses de silicone. Fiz dezesseis químios e senti enjoo só nas duas últimas vermelhas, foram doze brancas e quatro vermelhas. Essa semana começo a fazer as radioterapias, quinze no total.


E: Você teve algum tipo de apoio durante o tratamento? (Psicológico, familiar...)

N: Não tive apoio psicológico. Tive um pouco de ajuda de minha irmã e de meu cunhado, que cuidou por uns quinze dias do meu filho, que tem síndrome de down.


E: O que você diria que é o mais exaustivo durante o caminho, o psicológico ou o físico?

N: O mais exaustivo pra mim, até agora, foi o físico.


E: Você é um exemplo de superação e mulher forte. Como se sente sobre isso?

N: Me considero uma mulher forte desde sempre, agora um pouco mais, por estar passando por isso.


E: O que você diria para outras mulheres que estão passando pela mesma situação que você passou?

N: O conselho que eu daria para quem está nessa situação é: não desanimem, lutem, sejam otimistas! Não é fácil, mas nessas horas surge uma força maior dentro da gente.

Nilza continua firme e forte na luta contra o câncer de mama.

Cuide-se e realize os exames!

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