AS PAIXÕES DE JOÃO PULITA

Com mais de 30 anos de colunismo social, João Pulita toca diversos projetos, principalmente ligados a entidades assistenciais. Ele revela que seu maior legado é conhecer pessoas. Sua história começou no dia 23 de junho, isso mesmo, data colada na festividade de São João - que tradicionalmente ocorre no dia 24 do mesmo mês – a qual ele atribui a faísca vibrante de uma grande fogueira que aquece a muitos até hoje.


O quinto filho de Orfeu Pulita (in memoriam) e Leda Liduvina Brugali Pulita, entre oito irmãos, vem de uma família tipicamente italiana do interior da cidade de Bento Gonçalves. Desde cedo, ele demonstrou ser o artista do clã com envolvimento em grupos de teatro e, mais tarde, organizando os mais diversos eventos sociais que ainda reverberam na região da Serra gaúcha.


Fotos: Edson Pereira
Fotos: Edson Pereira

Criar elos de amizade e a paixão por conviver são o mote recompensador da trajetória deste canceriano com ascendente em Aquário que leva a vida com uma premissa básica contida em um verbo que rege seus dias: compartilhar! Sempre teve facilidade e traquejo em grupo, e isso foi um facilitador durante sua chegada a Caxias do Sul, no ano de 1967, até o seu início como colunista social do Pioneiro quase 15 anos depois. Apaixonado por teatro, Pulita integrou e idealizou, por 10 anos, o Grupo Teatral Oficina Um - projeto de arte promovido pela Universidade de Caxias do Sul (UCS), a mesma instituição na qual concluiu sua graduação no curso de Licenciatura em Letras e também onde incursionou pelo universo das Relações Públicas.


O caminho profissional longevo na comunicação é resultado da combinação entre sua personalidade romântica e sua alma de artista. João sempre foi um expressivo divulgador da cultura, atuando como marchand da Galeria de Arte Soluzione, ao mesmo tempo em que dava início ao seu trabalho como colunista de comportamento social, escrevendo semanalmente a coluna Outras Palavras, retratando um público que não tinha muito espaço no jornal da época como, por exemplo, DJs, artistas visuais e bailarinos. Algum tempo depois, a coluna passou a ser diária. Um fato curioso desse período é o de que João foi o primeiro profissional de um jornal impresso no Brasil a publicar fotos coloridas na página social, no ano de 1992, consolidando seu nome como referência por em todo o Estado.


Fotos: Edson Pereira
Fotos: Edson Pereira

Outra tradição se instaurou com a evidência da veia solidária de João. A já conhecida Feijoada do Pulita neste ano chegaria à 22ª edição. No entanto, por conta da pandemia, o evento de 2020 teve de ser cancelado. Mas o projeto gastronômico e temático, capitaneado por João, que mescla solidariedade com diversão, não deixou de ajudar as entidades assistidas e continuou promovendo a divulgação das propostas filantrópicas de forma espontânea nos veículos de imprensa.


A família, as viagens, a leitura, a solidariedade e as amizades são cinco paixões da vida de João. Festejado na arte de receber e orquestrar eventos, ele também nos conta que ser tio é outra paixão, e ressalta que as crianças são apaixonantes e trazem consigo uma atmosfera intrinsecamente conectada com a esperança e o futuro. Para alguém que preza pelo instante do momento, o agora é o que mais importa, e Pulita não gosta de falar do tempo. O passado o ajudou a constituir quem ele é. Porém, é no presente que se vive, se apaixona e se compartilha. E o futuro certamente o espera com muitos projetos envolvendo pessoas, sempre as pessoas!


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