• Maria Antônia Nery

TRANSFORMANDO A SI MESMO

É sempre muito estressante e difícil tomar decisões que podem mudar o rumo de nossas vidas, muitas variáveis são consideradas e as vezes algumas pessoas até desistem quando se deparam com as dificuldades e problemas que irá gerar em suas vidas. Nesses tempos difíceis que a sociedade enfrenta, essas decisões tornam-se ainda mais complicadas e muitas vezes, trazem inseguranças.

Foto por Ariane Tomazzoni.

Por isso, conversamos com a coach e especialista em transformação pessoal, Meiri Mendes, para falar um pouco sobre sua carreira, como as mentorias funcionam e qual a importância delas. Confira!


E: Por que você escolheu esta carreira de ajudar as pessoas a transformarem suas vidas?

M: Porque ao logo da minha jornada vivi inúmeras transformações e para aliviar o sofrimento fui buscar conhecimento de como tornar esse processo menos doloroso e fazê-lo de forma mais simples e fácil.

Hoje revelo para as pessoas o que funciona e o que não funciona no processo de transformação e ajudo inúmeras pessoas escolherem o estilo de vida que faz sentido para elas.

Saí da casa dos meus pais e mudei de cidade aos 18 anos de idade, o que eu não sabia na época é que eu estava ingressando num universo de transformações, porque minha opção era enfrentar as dificuldades e desafios que surgiram ou sucumbir à dor e ao sofrimento.

Foram tempos difíceis em todos os aspectos: emocionalmente, financeiramente e de relacionamento. Me sentia perdida, sem rumo e parecia que eu não iria conseguir sobreviver, pagar as contas, ou ser capaz de realizar qualquer sonho que um dia eu tive. Foi quando enfrentei crises de ansiedade que me levaram à depressão. Trabalhava horas exaustivas, de segunda a segunda e no fundo do poço descobri o quanto eu precisava transformar a mim mesma, estudar, buscar conhecimento e colocá-lo em prática para ter mais qualidade de vida, realizar meus sonhos e me libertar do sofrimento.

Com muito esforço e trabalho árduo consegui pagar minha primeira formação acadêmica, em Ciências Econômicas, o que me levou ao universo das finanças. Vivi inúmeras transformações profissionais ao longo dos 11 anos no ramo bancário, construí uma bela carreira que me proporcionou conquistar minha independência financeira e aos 34 anos encerrei esse ciclo como executiva de negócios no segmento empresas do banco Itaú.


Nos primeiros 5 anos no ramo bancário, passei a entender de dinheiro, de números, de processos, de economia, de empresas, mas ainda me faltava algo: ENTENDER DE PESSOAS.

Como eu poderia entender de pessoas sem entender a mim mesma? O que se passava dentro de mim? Que apesar de eu ter conquistado o que eu queria, estar vivendo a vida que eu sonhava, viajado para inúmeros países eu ainda continuava sentindo um incômodo, insatisfação, como se algo estivesse errado comigo.

Foi nesse período, enquanto estava no banco, que comecei à busca por entender melhor como de fato eu poderia viver o processo de transformação sem sofrer tanto, e o primeiro passo foi a busca pelo autoconhecimento.


E: Como você se define profissionalmente? Qual sua área de estudo/atuação?

M: Sou especialista em processo de transformação pessoal e impacto a vida de inúmeras pessoas ajudando-as a se conectarem com sua essência, com suas potencialidades e escolherem a vida que querem viver.

Reuni as técnicas das diversas formações e estudos que apliquei na minha vida e que funcionaram para mim, aliado a experiência de 11 anos da carreira na qual tive oportunidade de conviver e aprender com empresários e pessoas de sucesso.

Utilizo a combinação dos aspectos emocionais+ racionais para aplicação prática.

Nessa busca de conhecimento para entender como funcionava o processo da mente e comportamentos, comecei a estudar e nunca mais parei. Após a formação em ciências econômicas, fui da economia comportamental à neurociência, hipnoterapia, psicologia positiva, coaching, coaching ericksoniano e estou sempre trazendo novidades para meus clientes.


Fui meu próprio laboratório, e ao entender melhor esse processo do subconsciente, fui capaz de fazer transformações significativas em minha vida, no meu dia a dia, nos hábitos e comportamentos. Consegui me libertar de crenças limitantes e de muitas dores emocionais que eu carregava desde o início da minha vida. Isso me trouxe mais leveza, qualidade de vida e a oportunidade de ajudar as pessoas a fazerem o mesmo.

Foto por Ariane Tomazzoni.

E: Há quanto tempo você trabalha como especialista em transformação pessoal?

M: Em 2017, ainda no banco, comecei a receber pedidos de ajuda das pessoas e amigos que presenciaram a transformação que aconteceu em minha vida, inclusive de empresários(as) que eu atendia pois atuava no segmento empresas, foi quando comecei a compartilhar as técnicas e conhecimentos que funcionaram para mim.

Há 3 anos e meio comecei definitivamente os atendimentos, no entanto, como eu ainda estava no banco, atuava em dupla jornada de trabalho e planejei a transição de carreira para dedicar 100% do meu tempo nesse propósito de ajudar as pessoas a se conectarem com sua essência e serem capaz de escolher o estilo de vida que fizer sentido para elas e começarem a viver com mais leveza e significado, assim como fui capaz de fazer em minha vida.


E: Por que é necessário realizar transformação na vida?

M: Gosto dessa palavra transformação porque se eu falar em “mudar um copo de lugar”, poderei recolocá-lo novamente no mesmo lugar. Mas, um copo transformado numa jarra é bem pouco provável que volte a ser um copo.

A vida está em constante movimento, a natureza é cíclica. Assim também em nossa vida, a transformação está no caminho e cada vez de forma mais acelerada. Resistir à transformação significa prolongar a dor.

A vida é como em um jogo, você só consegue avançar de fase se decifrar e vencer os desafios da etapa em que se encontra.

Abrir-se para esse processo de transformação significa desconectar-se da dor, aprender a ser observador de si mesmo e usar os desafios como um incentivo para avançar. Descobrir o ritmo que faz sentido para você, se conhecer de verdade e fazer escolhas alinhadas as suas potencialidades e ao que te faz bem.

Não importa aonde você vá, você estará lá. Não é possível fugir de si mesmo, por isso o melhor caminho é transformar-se na pessoa que você admira e quer passar tempo junto.


E: Qual a diferença que as suas mentorias fazem na vida das pessoas que ajudou?

M: A maior diferença diz respeito a escolher a forma de vida que faz sentido para cada um e colocar em prática. Utilizo técnicas de acesso ao subconsciente para ajudar reprogramar o modelo mental, limpar crenças limitantes e alterar os comportamentos.

Conexão com sua própria essência e potencialidades para ser capaz de plantar o futuro AQUI, AGORA e colher esses frutos.

Muitas pessoas em suas rotinas atarefadas não dedicam tempo para escolher e decidir qual modelo de vida querem viver e vão vivendo de qualquer jeito, sem rumo, sem norte, sentindo-se presas em suas próprias vidas, sentindo aquele incômodo e insatisfação pela vida que estão levando, mas sem saber como resolver. Tem tudo, mas não tem nada. Sentem um enorme vazio. Quando sabem o que devem fazer não conseguem colocar em prática.


Por isso, além de desbloquear a mente e despertar as potencialidades, estruturamos o projeto de vida contemplando curto, médio e longo prazo nos pilares importantes para o cliente (profissional, finanças, familiar, de relacionamentos, saúde, espiritualidade). Isso é como uma bússola, promovendo clareza e um norte para seguir caminhando e se houver necessidade de ajuste no projeto a pessoa mesmo consegue fazer, pois já sabe o que combina e o que não combina com seus principais valores.


E: Como o nosso subconsciente pode nos ajudar? E por que as vezes ele nos atrapalha?

M: Costumo utilizar uma metáfora utilizada por Jonathan Haidt, psicólogo e professor de liderança ética na Sterns School of Business da Universidade de Nova Iorque:

Nossa mente subconsciente(instintiva/emoções) é um elefante; nossa mente consciente (razão) é o condutor desse elefante.

Quando os dois estão de acordo, tudo transcorre bem e o animal obedecerá ao piloto, mas, quando existir conflito interno, o elefante é mais forte e resistente e pode ir para onde bem entender.

Um exemplo simples é aquela dieta que você já decorou, mas não consegue seguir porque o elefante (a mente subconsciente) ainda não entendeu os benefícios ou não está de acordo com as escolhas feitas racionalmente.

Com esse entendimento, fica evidente a necessidade de aprender a domar o elefante.


E: Como funciona a hipnoterapia?

M: A hipnoterapia consiste na aplicação de técnicas hipnóticas como ferramenta terapêutica, utilizada como auxílio para o tratamento de transtornos emocionais, hábitos e sentimentos indesejáveis.

Durante o processo, utilizo a técnica para ajudar a pessoa a domar o elefante*(conforme explicado na pergunta acima) e transformar hábitos e comportamentos de forma mais simples.

Ressalto que não utilizo a técnica de forma avulsa porque não existe fórmula mágica. Toda transformação é uma jornada que começa com a tomada de consciência aliada ao desejo profundo de libertação, como uma borboleta que percebe que o casulo já está pequeno, apertando, e sente necessidade de desenvolver e esticar as asas para voar.


E: Quais as principais mudanças que os seus clientes percebem após a mentoria/atendimento?

M: Transformação de dentro para fora. Deixam aflorar suas potencialidades. Sentem-se mais vibrantes conectados com a vida.

Cada pessoa é única e está em fase diferente de desenvolvimento. Os resultados estão conectados ao momento atual em que a pessoa se encontra.

De uma forma geral, aprendem a se conectarem com seu melhor estado interno para realizarem o que fizer sentido em suas vidas. Encontram clareza para fazerem suas escolhas em relação a como viver suas vidas de forma significativa e sem ficar preso no que os outros vão pensar.

Conectam-se com sua essência, com sua potencialidade e libertam-se das gaiolas mentais que impedem a felicidade e liberdade de escolha para viver uma vida com mais leveza e significado.

Com isso, tornam-se capazes de alterar seus comportamentos e hábitos e construírem o estilo de vida que fizer sentido para si próprio.


E: Qual sua maior conquista ou alegria nesse ramo até o momento?

M: A minha maior conquista é a conquista do meu cliente. Todos os dias recebo essa benção dos depoimentos, dos agradecimentos, reconhecimento, presentes e toda forma de retribuição dessas pessoas que tiveram suas vidas transformadas. Isso não tem preço.


E: Quais são as modalidade de atendimento?

M: Existe a modalidade individual que pode ser presencial ou on-line para quem busca algo mais personalizado e em grupo on-line para quem busca uma opção mais atrativa financeiramente. Ambas promovem resultados de transformação e o importante é entender qual das duas modalidades atende a necessidades da pessoa no momento.


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